Delegações de 192 países iniciaram, em Pozdan, na Polônia, a Conferência do Clima (COP 14), e trouxeram idéias para o novo acordo climático que irá substituir o Protocolo de Quioto, depois de 2012. O Brasil pretende apresentar uma solução para colocar em prática a proposta de Emissões Reduzidas do Desmatamento e Degradação, conhecido como REDD. Segundo o ministro do meio ambiente, Carlos Minc, o Fundo Amazônia é justamente um exemplo do funcionamento do REDD, que deve ser um ponto-chave no acordo pós-Quioto, tema central da reunião climática das Nações Unidas. “A gente pretende levar não só para Pozdam como para Copenhague no ano que vem e dizer: meus amigos, quem tem dúvidas se isso funciona, veja aqui. Isso é o pagamento pela emissão evitada, pelo desmatamento evitado, ou seja, é isso na prática”, disse Minc em entrevista para a CarbonoBrasil. A proposta REDD, que vem sendo discutida desde 2005, consiste no repasse de uma compensação financeira para países que conseguirem reduzir as taxas de desmatamento com base em um determinado período. O Fundo Amazônia, lançado em agosto, receberá recursos internacionais que poderão ser sacados pelo governo de acordo com o total de desmatamento evitado a cada ano, tendo...
O governo brasileiro quer reduzir em 72% o índice de desmatamento na Amazônia até 2017. O Plano Nacional sobre Mudança do Clima, lançado segunda-feira (1/12) no Palácio do Planalto, prevê a redução de 40% no primeiro quadriênio, 30% no segundo e 30% no terceiro, atingindo cinco mil Km2 em 2017. Isso equivale a 4,8 bilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) a menos na atmosfera. O documento aponta outras medidas a serem tomadas nas áreas de produção de energia elétrica, álcool, biodiesel e carvão. "Isso é mais do que o esforço de todos os países desenvolvidos. A Inglaterra, por exemplo, quer reduzir 80% até 2050", avaliou o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. O documento, elaborado com a participação de 17 ministérios, traz, pela primeira vez, metas voluntárias nacionais para redução de emissões de gás carbônico provocadas pelo desmatamento. As metas de redução têm como base a média de desmatamento entre 1996 e 2005 que é de 19 mil km². No Brasil, o desmatamento e as queimadas são responsáveis por 75% das emissões de gases causadores do efeito estufa. Segundo Minc, o estabelecimento de metas de redução de emissões - que enfrentava resistência no...
A 14ª Conferência das Partes da Convenção do Clima (COP 14) foi aberta hoje (1/12) oficialmente, em Poznan, na Polônia. Durante todo o período de realização da COP, Osvaldo Stella, pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) comenta o encontro diariamente, diretamente daquela cidade, na rádio CBN, às 15 horas (horário de Brasília). Esta COP marca o início da negociação do regime de combate ao aquecimento global que sucederá o Protocolo de Quioto, que termina em 2012. Espera-se que em Poznam sejam lançadas as bases para o novo acordo do clima, que deverá ser selado durante a COP 15, no fim de 2009, em Copenhague, na Dimacarca. Aproximadamente 9.000 pessoas devem participar deste encontro na Polônia, entre integrantes de governos, pesquisadores, empresários e representantes de organizações não-governamentais. As sessões da conferência com integrantes de alto escalão dos governos estão marcadas para os dias 11 e 12, quando devem comparecer até 150 ministros de meio ambiente. Enquanto isso, vários eventos acontecem paralelamente discutindo os temas ligados à Convenção do Clima e às mudanças climáticas. O IPAM organiza, no dia 6 de dezembro, um encontro sobre experiências brasileiras em mecanismos de...
Vinte e três lideranças indígenas da Bacia do Rio Xingu e do Mato Grosso redigiram um documento, na última semana, para ser encaminhado à COP 14, que inicia na próxima semana na Polônia, por representantes das Coordenadoria das Organizações Indígenas da Bacia Amazônia (Coica) e da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab). Entre as etinias que assinam a Carta de Cuiabá – como foi chamado o documento – estão os Bakairis, Kaiagis, Xavantes, Kayapós e Panarás. A carta aproveitou os resultados do workshop de Quito com COICA, Aliança Amazônica e Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), do workshop de Manaus da Aliança dos Povos das Florestas e das discussões de Cuiabá sobre REDD e Fundo Amazônico e está está sendo traduzida para inglês e espanhol. Interessados em projetos de redução da degradação e desmatamento (REDD), representantes indígenas contrataram uma consultoria jurídica para fazer um parecer sobre quem é dono do carbono em Terra Indígena, que deverá ficar pronto no início de 2009 e será debatido com a Funai. Veja a Carta de...
A avaliação de risco por conta das mudanças climáticas precisam ser incorporadas nas políticas de crédito do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), disse o presidente do Banco, Roberto Smith. “As pesquisas recentes mostram tendências de aquecimento que serão nefastas para a região. Precisamos tomar cuidado com o que significa, por exemplo, o aumento de densidade de certas atividades e como esse aglutinamento pode afetar a performance futura desses projetos”. Para Smith, que participou da I Conferência Regional sobre Mudanças Climáticas: Implicações para o Nordeste, na última quarta-feira (26/11), em Fortaleza, Ceará, são poucos os países signatários de acordos internacionais, “mas se a estrutura bancária incorporasse em escala planetária o acordo Basiléia 2, que regulamenta as necessidades adicionais de capital próprio de instituições financeiras para encarar os riscos que enfrentam, estaria contribuindo para aumentar o cuidado e a atenção na aprovação de investimentos”, disse. Segundo Smith, o BNB está estudando maneiras de colaborar nos investimentos voltados para mitigação e adaptação às mudanças climáticas e a desertificação e exemplifica: “Gostaria de ter recursos para a...
O ministro do Meio Ambiente Carlos Minc afirmou que, apesar da consciência sobre o papel da Amazônia, a defesa da Caatinga e o combate à desertificação são prioridade para o MMA e anunciou medidas com esse fim, como a destinação de 60% a 70% dos R$ 300 milhões anuais do Fundo de Mudanças Climáticas (formado pelos royalties da indústria petrolífera), cujo projeto de lei está em tramitação no Congresso Nacional, para ações na região Nordeste. A declaração foi realizada na quarta-feira (26/11), em Fortaleza (Ceará), durante a I Conferência Regional sobre Mudanças Climáticas: Implicações para o Nordeste, evento no qual foi apresentada a Carta de Fortaleza, com sugestões de políticas públicas a serem adotadas para o enfrentamento do problema na região. A Carta de Fortaleza foi produzida por cerca de 50 especialistas, que estiveram reunidos desde segunda-feira no I Seminário sobre Mudanças Climáticas: Implicações para o Nordeste, para discutir medidas de mitigação e adaptação do Nordeste às mudanças climáticas, sobretudo nas áreas sujeitas à desertificação. Segundo Minc, medidas nesse sentido poderão contar também com R$ 80 milhões para...
O PIB (Produto Interno Bruto) da região Nordeste será afetado negativamente pela mudança climática global, mostra estudo feito pela Universidade Federal de Minas Gerais, que será lançado nesta tarde (26/11), durante a I Conferência Regional sobre Mudanças Climáticas: Implicações para o Nordeste, que acontece no Centro de Treinamento Passaré, em Fortaleza, Ceará. Segundo o documento,até 2050, caso os termômetros subam até 4º graus Celsius, a produção nordestina sofrerá uma redução de 11,4%. Essa previsão refere-se ao cenário mais pessimista, e mais plausível atualmente, descrito pelo IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, na sigla em inglês). O estudo da UFMG vem reforçar a importância da Carta de Fortaleza, que está sendo finalizada por mais de 50 especialistas, reunidos em Fortaleza desde segunda-feira, para discutir medidas de mitigação e adaptação da região Nordeste às mudanças climáticas, sobretudo nas áreas sujeitas à desertificação. O documento será entregue ao ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e autoridades estaduais, que estarão presentes ao evento. Chamado Mudanças Climáticas, Migrações e Saúde:...
Documento com o resultado da Consulta Pública sobre a Política Nacional de Mudanças Climáticas será entregue hoje (26/11) aos representantes da Frente Parlamentar Ambientalista e aos ministros do Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia e Relações Exteriores durante debate aberto ao público que acontece no anexo IV da Câmara dos Deputados. Esta consulta pública faz parte de uma iniciativa de organizações não-governamentais e representantes de universidades, facilitada pelo Observatório do Clima, Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (GVces) e o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), lançada no início de setembro, em São Paulo. O documento em forma de projeto de lei é resultado de uma série de audiências públicas e reuniões de trabalho realizadas entre os meses de agosto e novembro deste ano com a participação de cientistas, ambientalistas e organizações civis. Nele, é feito um apelo para que o governo demonstre maturidade no ataque ao maior problema que afeta hoje a humanidade. “Seu papel dentre as maiores economias do mundo e sua riqueza em termos de recursos naturais alçam o país à posição de líder natural no processo de negociações”, diz o texto. As...