A cidade do Rio de Janeiro será palco da próxima consulta pública à sociedade civil para discutir e formular contribuições ao processo legislativo de construção da Política Nacional de Mudanças Climáticas (PNMC). O evento acontece no dia 17 de novembro próximo, das 10 às 13 horas, no auditório da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS), localizada na Rua Engenheiro Álvaro Niemeyer, 76, no Rio de Janeiro. Esta consulta pública faz parte de uma iniciativa de organizações não-governamentais e representantes de universidades, facilitada pelo Observatório do Clima, Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (GVces) e o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), lançada no início de setembro, em São Paulo. No evento, será apresentado um documento em construção para ser entregue ao Congresso Nacional como contribuição ao processo de elaboração da lei de Política Nacional de Mudanças Climáticas, contendo inovações e sugestões provenientes da sociedade civil organizada. O objetivo desta iniciativa é promover a participação pública no debate sobre a formulação de uma política para o...
Florestas com idade entre 15 e 800 anos podem ser maiores sumidouros de carbono do que se imagina. Um estudo publicado pela revista científica Nature comprova que, depois de velhas, as árvores continuam absorvendo carbono por séculos. Os resultados da pesquisa vão de encontro à teoria de que as florestas mais antigas possuem balanço de carbono neutro ou até negativo. Os pesquisadores da Universidade do Estado de Oregon (OSU), nos Estados Unidos, e de várias outras instituições, avaliaram 519 estudos diferentes e descobriram que cerca de 15% das áreas florestais no hemisfério Norte são formadas por florestas primárias intocadas, sendo grande parte delas de crescimento antigo. Os resultados mostram que elas podem ser responsáveis por até 10% da absorção de dióxido de carbono (CO2), já que seqüestram entre 0,8 e 1,8 bilhões de toneladas de carbono por ano. De acordo com o estudo, florestas localizadas em qualquer lugar com idade entre 15 e 800 anos possuem balanço de carbono geralmente positivo com armazenamento nas partes da árvore e no solo – o que significa que absorvem mais CO2 do que liberam. Até então a certeza científica era baseada em um estudo realizado nos anos 1960, que utilizou dados de uma única plantação para sugerir que florestas acima de 150 anos...