O ministro do Meio Ambiente Carlos Minc afirmou que, apesar da consciência sobre o papel da Amazônia, a defesa da Caatinga e o combate à desertificação são prioridade para o MMA e anunciou medidas com esse fim, como a destinação de 60% a 70% dos R$ 300 milhões anuais do Fundo de Mudanças Climáticas (formado pelos royalties da indústria petrolífera), cujo projeto de lei está em tramitação no Congresso Nacional, para ações na região Nordeste. A declaração foi realizada na quarta-feira (26/11), em Fortaleza (Ceará), durante a I Conferência Regional sobre Mudanças Climáticas: Implicações para o Nordeste, evento no qual foi apresentada a Carta de Fortaleza, com sugestões de políticas públicas a serem adotadas para o enfrentamento do problema na região. A Carta de Fortaleza foi produzida por cerca de 50 especialistas, que estiveram reunidos desde segunda-feira no I Seminário sobre Mudanças Climáticas: Implicações para o Nordeste, para discutir medidas de mitigação e adaptação do Nordeste às mudanças climáticas, sobretudo nas áreas sujeitas à desertificação. Segundo Minc, medidas nesse sentido poderão contar também com R$ 80 milhões para...
O PIB (Produto Interno Bruto) da região Nordeste será afetado negativamente pela mudança climática global, mostra estudo feito pela Universidade Federal de Minas Gerais, que será lançado nesta tarde (26/11), durante a I Conferência Regional sobre Mudanças Climáticas: Implicações para o Nordeste, que acontece no Centro de Treinamento Passaré, em Fortaleza, Ceará. Segundo o documento,até 2050, caso os termômetros subam até 4º graus Celsius, a produção nordestina sofrerá uma redução de 11,4%. Essa previsão refere-se ao cenário mais pessimista, e mais plausível atualmente, descrito pelo IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, na sigla em inglês). O estudo da UFMG vem reforçar a importância da Carta de Fortaleza, que está sendo finalizada por mais de 50 especialistas, reunidos em Fortaleza desde segunda-feira, para discutir medidas de mitigação e adaptação da região Nordeste às mudanças climáticas, sobretudo nas áreas sujeitas à desertificação. O documento será entregue ao ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e autoridades estaduais, que estarão presentes ao evento. Chamado Mudanças Climáticas, Migrações e Saúde:...
Projetos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), visando créditos de carbono, podem ser uma alternativa para a mitigação das mudanças climáticas no Nordeste brasileiro, incluindo a região do semi-árido. “Para pequenas e médias empresas poderem participar, porém, é preciso que haja mecanismos que financiem e juntem estes projetos”, disse Marco Antônio Fujihara, da Sustainable Capital Management, gestora de fundos de investimentos em finanças sustentáveis, cujo principal investidor é o BNDES. A afirmação foi feita ontem (24/11), na abertura do II Seminário sobre Mudanças Climáticas: Implicações para o Nordeste, que acontece até a próxima quarta-feira (26), no Centro de Treinamento Passaré, em Fortaleza, Ceará. “Os projetos de MDL são uma boa forma de financiar a mitigação, no entanto, são caros e difíceis de serem formulados. Por isso precisam de agentes que juntem os pequenos projetos a se viabilizarem e possam depois vender os créditos de carbono”, defendeu Fujihara. Para o especialista, para que pequenos e médios possam participar é preciso da indução do governo ou de um agente financeiro público, como é o caso do Banco do Nordeste. “Estamos diante de um novo problema, que são...
As culturas de milho, arroz, feijão, algodão e girassol sofrerão forte redução de área apta ao cultivo no Nordeste por conta do aquecimento global, com perda significativa na produção. A informação é de um estudo realizado pela Embrapa e pelo Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura da Universidade Estadual de Campinas (Cepeagri/Unicamp), com o objetivo de mostrar os possíveis efeitos das mudanças climáticas na produção agrícola brasileira. Segundo o pesquisador da Embrapa Giampaolo Queiroz Pelegrino, um dos autores do trabalho, os eventos extremos, como secas, enchentes e ondas de calor, são mais importantes para a agricultura do que o aumento médio da temperatura. O estudo foi apresentado durante o II Seminário sobre Mudanças Climáticas: Implicações para o Nordeste, que acontece até a próxima quarta-feira (26), no Centro de Treinamento Passaré, em Fortaleza, Ceará. Publicado em agosto último, o zoneamento climático no Brasil vem sendo realizado desde 1996, por cerca de 60 pesquisadores do todo o País, incluindo todos os centros da Embrapa e diversas universidades. Realizado para cerca de 30 culturas, o estudo mostra em que locais, levando em consideração fatores como temperatura e umidade, uma...
A principal conseqüência das mudanças climáticas para o Nordeste brasileiro, região de maior vulnerabilidade no país às alterações do clima, será a diminuição da disponibilidade hídrica. Segundo o climatologista Paulo Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), mesmo que os modelos climáticos atuais ainda não sejam confiáveis sobre o nível de precipitações, apenas o aumento de temperatura já é suficiente para causar impacto à quantidade de água na região. A afirmação foi feita ontem (24/11), na abertura do II Seminário sobre Mudanças Climáticas: Implicações para o Nordeste, que acontece até a próxima quarta-feira (26), no Centro de Treinamento Passaré, em Fortaleza, Ceará. Promovido pelo Ministério do Meio Ambiente, o seminário reúne mais de 50 especialistas em semi-árido, entre cientistas, técnicos de governo, especialistas em clima e desenvolvimento regional, para discutir medidas de mitigação e adaptação da região Nordeste às mudanças climáticas, sobretudo nas áreas sujeitas à desertificação. As recomendações desses especialistas deverão dar origem a um documento com um...
“Aterra está mais quente. Nos últimos 100 anos a temperatura ambiente aumentou 0,8ºC. Parece pouco, mas tem sido suficiente para provocar inúmeras alterações no nosso planeta. E somos todos culpados por isso. Para debater estas questões e trazer dados científicos, a ONG IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) lança esta comunidade. Com 13 anos de trabalho, nossos estudos e descobertas ajudam a guiar políticas nacionais e internacionais. O objetivo é debater problemas e soluções, além de trocar idéias e ajudar você a lutar por um futuro ambientalmente melhor. Saia do lugar comum.” Essa descrição encontra-se na nova comunidade do Clima e Desmatamento no Orkut. O Ipam teve a iniciativa de disponibilizar seus conhecimentos para os jovens em seu próprio canal de comunicação. Promovendo debates, ajuda esse público a compreender o que acontece no mundo, com o apoio do nosso site Clima e Desmatamento. Venha conhecer também a comunidade do Clima e Desmatamento no Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=68842613...
O Instituto O Direito por um Planeta Verde, em conjunto com a Embaixada Britânica , realizam nesta terça e quarta-feira (28 e 29 de outubro), em Brasília, o workshop Direito e Mudanças Climáticas nos Países Amazônicos, que marcará o lançamento oficial de um projeto sobre o tema. O encontro reúne coordenadores de países da região amazônica - Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela - e tem como meta a elaboração de diretrizes básicas para a pesquisa sobre normas relacionadas às mudanças climáticas, que será realizada em cada um desses países. O projeto pretende encorajar a implementação e o desenvolvimento de instrumentos regulatórios que auxiliem o combate e a adaptação às mudanças climáticas nos países amazônicos. Para isso, será feito o mapeamento das normas sobre os seguintes temas: desmatamento, agropecuária, transporte, energia, resíduos e desastres naturais. Todos eles têm uma forte relação com o aquecimento global, sejam por causá-lo ou sofrer suas conseqüências. Posteriormente, será feita a análise das lacunas para verificar quais aspectos necessitam ser desenvolvidos, respeitada a realidade de cada país. Também serão promovidos cursos...
O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) apresentou, durante reunião do Grupo de Trabalho Proambiente, do Ministério do Meio Ambiente (MMA), realizada no início de outubro, em Brasília, o estudo "Potencial de pequenos produtores do pólo do Proambiente da Transamazônica na redução de emissões de carbono oriundas do desmatamento". Criado a partir de uma articulação entre movimentos sociais rurais da Amazônia Legal e as organizações não-governamentais IPAM e FASE, o Programa de Desenvolvimento Socioambiental da Produção Familiar Rural (ProAmbiente) foi adotado pelo governo federal, em 2004, como uma política pública. Com isso, foram criados 11 pólos demonstrativos na Amazônia, entre eles, o pólo da Transamazônica, composto atualmente por 350 famílias, distribuídas em 15 grupos comunitários, localizados na região ao longo da BR 230 (Rodovia Transamazônica), nos municípios de Pacajá, Anapu e Senador José Porfírio. Em parceria com a organização local Fundação Viver, Produzir e Preservar (FVPP), o IPAM vem atuando neste pólo em diversas iniciativas que buscam promover um novo modelo de desenvolvimento rural mais sustentável para a região. O estudo é uma das iniciativas desenvolvidas...
Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Estudos da Religião (ISER) mostrou que líderes brasileiros nos mais diversos segmentos consideram as mudanças climáticas uma prioridade nacional e que o maior responsável pelo problema, no país, é o binômio desmatamento/queimadas. Os pesquisadores ouviram a opinião de 210 pessoas, entre dirigentes de empresas, organizações não-governamentais, cientistas, jornalistas, governo e congressistas, que demonstraram ainda interesse em "assumir seu papel" diante da questão das mudanças climáticas. A pesquisa do ISER, um instituto de pesquisa independente, que edita a série “O que o brasileiro pensa do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável”, foi feita entre janeiro e maio de 2008 com o apoio da Embaixada Britânica. "Trata-se de um estudo sobre o nível de informação, engajamento, visões e percepções dominantes de 30 líderes em cada setor selecionado em relação o tema das mudanças climáticas", explica a cientista social do ISER, Samyra Crespo, coordenadora da pesquisa. A pesquisa qualitativa usou a técnica da entrevista em profundidade (com entrevistas longas e presenciais) e foi realizada em várias cidades e capitais do Brasil. Para os entrevistados, as mudanças climáticas...
Os banners criados para o lançamento do site Clima e Desmatamento, no final de 2007, foram os vencedores do 24º Prêmio Colunistas Brasília, na área de mídia digital, categoria Institucional ou Corporativo. A série “Tucano e Tatu”, desenvolvida pela Plano Digital para o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM)/site Clima e Desmatamento conseguiu a premiação máxima (medalha de ouro). O processo seletivo do Prêmio Colunistas é realizado, desde 1968, pela Associação Brasileira dos Colunistas de Marketing e Propaganda (Abracomp), com o objetivo de destacar os melhores trabalhos brasileiros de publicidade em todos os meios. Os premiados com medalhas de ouro nas categorias regionais – Brasília é uma delas -, concorrem ao Prêmio Colunistas Brasil. As animações digitais mostram um tatu e um tucano tentando empurrar um trator e uma moto-serra, respectivamente. A interferência do internauta, a partir do convite “Escolha de que lado você está”, faz com que um ou outro lado leve a melhor. O slogan da campanha é: Ação gera reação que gera mudanças climáticas. Informe-se, mude já! VEJA OS BANNERS INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE A CAMPANHA 24º Prêmio Colunistas Brasília Área: Mídia Digital...
Quais serão os riscos e as oportunidades que as mudanças climáticas vão trazer para o estado de Mato Grosso e a sua agricultura? É o que tentarão responder os fazendeiros, empresários, agricultores familiares, lideranças locais e indígenas que vão se reunir com pesquisadores e especialistas no Seminário de Mudanças Climáticas, em Cuiabá, entre os dias 9 e 11 de setembro. Realizado pelo Instituto Socioambiental (ISA) e Instituto Centro de Vida (ICV), em parceria com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema/MT), o seminário pretende discutir a contribuição do Estado para as modificações no clima e o impacto dessas mudanças na agricultura. Voltado para atores sociais envolvidos com o agronegócio, setor industrial, agricultura familiar e questões indígenas, o evento pretende gerar uma agenda comum de trabalho para avaliar os efeitos das mudanças no clima, propor atividades de mitigação e oportunidades de negócios. “A agricultura têm forte peso na economia brasileira, somos uma potência biodiversa, mas com florestas, ecossistemas e regimes de chuvas vulneráveis ao aquecimento global. Se formos capazes de identificar as vulnerabilidades e trabalhá-las, não vamos ficar a mercê da mera contemplação do apocalipse”,...
O Diário Oficial da União de 4 de agosto traz informação de que projeto de lei que regulamenta a profissão de ecólogo foi vetada pelo Presidente da República, no mesmo momento em que o de oceanógrafo foi sancionado. Artigo comentando o assunto foi publicado hoje (5/8), no site Terra Magazine, em artigo da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva. “Por que os oceanógrafos e não também os ecólogos, se ambas as profissões têm méritos e configuram campos reconhecidos de formação acadêmica e atuação profissional?”, pergunta ela. Veja o artigo completo em http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3053163-EI11691,00.html...
O papel da imprensa na cobertura de assuntos científicos foi um dos temas discutidos durante a 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, realizada em Campinas na semana passada. A mídia foi duramente criticada no simpósio “Ciência e Mídia: ruídos e interfaces – o caso da febre amarela”, coordenada por José da Rocha Cavalheiro (Fiocruz) e apresentado por Fernando Lefevre (USP) e Eduardo Hage Carmo (Ministério da Saúde). Para os palestrantes, a mídia criou o pânico com uma cobertura sensacionalista do episódio entre dezembro de 2007 e maio de 2008, quando houve 123 casos informados de febre amarela, com 45 confirmações e 25 óbitos. Os pesquisadores que debateram o tema argumentaram que o exagero dos veículos de comunicação na abordagem do assunto provocou pânico na população, trazendo conseqüências graves para a sociedade, como pessoas sendo vacinadas mais de uma vez ou desnecessariamente. Na prática, culparam a mídia de confundir a sociedade através de fatos irreais ou distorcidos, passando a idéia de uma epidemia, quando ela não existia, e chegaram a falar que o controle público sobre a mídia é muito tênue. A repercussão do tema durante a SBPC mostra que o assunto é polêmico...
“Os desafios da pesquisa agropecuária frente às mudanças climáticas” é o tema deste ano do Prêmio Embrapa de Reportagem. Esta 11ª edição do prêmio é comemorativa. Em homenagem aos 35 anos da empresa, o valor da premiação foi dobrado. Serão distribuídos R$ 80 mil, divididos entre os vencedores das quatro categorias – Impresso, TV, Rádio e Internet. Outra novidade desta edição é a abertura à participação de correspondentes estrangeiros. O tema deste ano vem recebendo ampla cobertura por parte da imprensa. As mudanças climáticas são uma preocupação de cientistas, governos e de toda a sociedade. A atividade agropecuária é considerada uma das responsáveis, por ser fonte de emissão de gases que contribuem para o efeito estufa. Por outro lado, será também vítima, pois é extremamente vulnerável às mudanças climáticas. O prêmio quer destacar matérias que tratem das várias possibilidades que já existem de diminuição de impactos e mesmo limpeza da atmosfera que podem vir da atividade agrícola. A premiação é promovida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura,...
Relatório lançado nesta quarta-feira (28/5), em Bonn, Alemanha, durante a 9ª Conferência das Partes da Convenção da Diversidade Biológica (COP 9), mostra que as unidades de conservação apoiadas pelo Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa) ajudam a reduzir 1,1 bilhão de toneladas emissões de carbono do desmatamento e degradação até 2050. O estudo, produzido em parceria pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), WWF-Brasil, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Woods Hole Research Centre, em Massachusetts (EUA), quantificou o total de carbono armazenado em todas as unidades de conservação apoiadas pelo Arpa e comparou o desmatamento estimado na região caso as áreas não estivessem no programa. Os resultados mostram que o Arpa é responsável pelo armazenamento de 4,6 bilhões de toneladas, o que representa um décimo do total de carbono armazenado na Amazônia brasileira. "A Amazônia tem um papel fundamental na regulação do clima do planeta e o Arpa é um instrumento importante para reduzir as emissões do desmatamento e degradação (REDD).", diz Denise Hamú, secretária-geral do WWF-Brasil. "O Brasil tem um papel de liderança a exercer tanto na conservação da biodiversidade...
Pesquisa realizada em 2002, nas regiões de Altamira e Santarém, no Pará, mostra que quase metade dos fazendeiros entrevistados não se lembrava da grande seca prolongada causada pelo El Niño entre os anos de 1997 e 1998 e, por isso, não havia mudado a forma de lidar com a terra. Documentos oficiais do governo do Pará mostram, no entanto, que a triplicação dos incêndios acidentais nesse período ocasionou perda da produtividade e grandes prejuízos econômicos. Publicada na Ciência Hoje On-line, do último dia 24 de abril, a informação refere-se a estudo de pesquisadores brasileiros e norte-americanos da Universidade de Indiana (EUA), publicado na edição especial sobre a Amazônia editada pelo periódico científico britânico Philosophical Transactions B. Um dos autores do trabalho, o antropólogo brasileiro Eduardo Brondizio, afirma que a “falta de memória” dos pequenos fazendeiros (com em média cem hectares disponibilizados para a produção pelo Incra), deve-se a vários motivos, como o nível de impacto sofrido durante a seca, a familiaridade dos agricultores (muitos recém-chegados) com os padrões climáticos da região, a falta de terminologia para distinguir a intensidade das secas e a falta de conexão entre um fenômeno...
A Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertaram sobre os perigos das mudanças climáticas para a saúde humana durante as comemorações do Dia Mundial da Saúde, na última segunda-feira (7/4). No Brasil, a epidemia de dengue é apontada como um dos possíveis efeitos do aquecimento global. A sanitarista e especialista em Saúde Pública da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), escritório regional da OMS, Mara Lúcia Carneiro Oliveira, afirma que o aumento da temperatura e da umidade, aliado ao desmatamento, favorece a proliferação do mosquito da dengue em áreas urbanas. “O que precisa é mais integração: ampliar a vigilância sobre a qualidade da água, dar mais importância ao controle dos vetores, ter uma resposta mais rápida em situações de emergência, capacitar pessoal para reconhecer os fatores do meio ambiente que interferem na saúde e desenvolver essas ações intersetoriais”, diz a sanitarista. Nesta semana, em Brasília, a Opas reune representantes de países da América do Sul e da América Central para o desenvolvimento de um plano de ação do setor saúde, tendo em foco o aquecimento global. O...
As áreas protegidas da Amazônia apoiadas pelo Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa) têm um potencial de reduzir em 1,8 bilhão de toneladas de carbono que seriam emitidos para a atmosfera. Caso sejam criadas as novas áreas prometidas pelo governo brasileiro para 2008, esse número será acrescido em mais 0,6 bilhão de toneladas, totalizando 2,4 bilhões. Esses números fazem parte de um estudo que o Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia (Ipam) deverá apresentar durante a Conferência das Partes da Convenção da Diversidade Biológica (COP 9), em maio próximo, na cidade de Bonn, Alemanha. Uma versão preliminar do trabalho, que analisa o potencial do Arpa na redução do desmatamento e emissões associadas de carbono na Amazônia brasileira, foi apresentada em dezembro do ano passado, durante a Conferência das Partes da Convenção do Clima (COP 13), em Bali, na Indonésia. Segundo Laura Dietzsch, uma das autoras do projeto, a pesquisa comprova a importância das áreas protegidas apoiadas pelo Programa Arpa na redução das emissões brasileiras de carbono. Essas áreas somam 31,2 milhões de hectares, o que corresponde a 19% das áreas protegidas da Amazônia, e deverão evitar que 1,8 bilhão de toneladas de carbono...
A Aliança dos Povos da Floresta da Amazônia Brasileira realiza, entre os dias 1º e 4 de abril próximo, em Manaus, o workshop latino-americano “Mudanças Climáticas e Povos da Floresta: Avançando a Discussão em Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD) e Direitos dos Povos Indígenas e Tradicionais”. O objetivo do evento é criar espaço para diálogo entre os diferentes povos da floresta na América Latina sobre políticas de REDD e desenvolver a inserção dos povos da floresta no processo internacional de negociações sobre mudanças climáticas. Conheça a programação completa do evento: 1º de abril, terça-feira 17h30 - Mesa de Abertura do Workshop e Jantar de Confraternização. Apresentação e Histórico da Aliança dos Povos da Floresta Adilson Vieira, Diretor do Grupo de Trabalho Amazônico – Grupo de Trabalho Amazônico (GTA) Mudança Climática, Floresta e Povos da Floresta: desafios na atualidade Manoel Cunha, Presidente do Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS) e Jacinaldo Satere, Presidente da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB) Autoridades Convidadas Elisa Canqui Mollo, Fórum...
Cerca de 110 pessoas participaram, entre os dias 18 e 20 de março, em Manaus (AM), do seminário Impactos das Mudanças Climáticas sobre Manaus e a Bacia do Rio Negro, para debater as conseqüências das mudanças climáticas na região amazônica, organizado pelo Instituto Socioambiental (ISA), em parceria com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (SDS) e com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Manaus (Semma). “Hoje o tema das mudanças climáticas é da sociedade, não mais dos cientistas. Lidarmos melhor ou pior com ele dependerá do nosso esforço em conseguir envolver mais pessoas na discussão”, afirmou Arnaldo Carneiro, pesquisador e consultor do ISA. O coordenador da Iniciativa sobre Mudança Climática do ISA, Márcio Santilli concorda. “Manaus e a região da Bacia do Rio Negro devem se preparar para os efeitos das mudanças climáticas. Nossa atitude não pode ser apenas contemplativa, diante de acontecimentos tão graves. A população deve estar informada e organizada não apenas para reivindicar do governo as políticas públicas necessárias, mas para que ela própria contribua para evitar que os impactos sejam tão danosos”. Os cientistas concordam que a temperatura da Amazônia...