A avaliação de risco por conta das mudanças climáticas precisam ser incorporadas nas políticas de crédito do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), disse o presidente do Banco, Roberto Smith. “As pesquisas recentes mostram tendências de aquecimento que serão nefastas para a região. Precisamos tomar cuidado com o que significa, por exemplo, o aumento de densidade de certas atividades e como esse aglutinamento pode afetar a performance futura desses projetos”. Para Smith, que participou da I Conferência Regional sobre Mudanças Climáticas: Implicações para o Nordeste, na última quarta-feira (26/11), em Fortaleza, Ceará, são poucos os países signatários de acordos internacionais, “mas se a estrutura bancária incorporasse em escala planetária o acordo Basiléia 2, que regulamenta as necessidades adicionais de capital próprio de instituições financeiras para encarar os riscos que enfrentam, estaria contribuindo para aumentar o cuidado e a atenção na aprovação de investimentos”, disse. Segundo Smith, o BNB está estudando maneiras de colaborar nos investimentos voltados para mitigação e adaptação às mudanças climáticas e a desertificação e exemplifica: “Gostaria de ter recursos para a...
O Fundo Amazônia teve sua primeira reunião, no último dia 24 de outubro, no Rio de Janeiro, na sede do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), que será o administrador do Fundo. O encontro, que contou com a presença do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, teve o objetivo de instalar o Comitê Orientador do Fundo. O Comitê Orientador deverá elaborar as regras e orientar como serão destinados os recursos. É composto por nove representantes do governo federal, seis da sociedade civil e um representante de cada um dos estados da Amazônia Legal que possuam Plano Estadual de Prevenção e Combate ao Desmatamento Ilegal. Embora alguns estados estejam trabalhando neste plano, nenhum deles ainda o concluiu. Enquanto isso, participam das reuniões como convidados, mas sem direito a voto. As deliberações do Comitê Orientador deverão ser aprovadas por consenso. Segundo Adriana Ramos, do Instituto Socioambiental (ISA) e representante da sociedade civil pelo Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Ambiente e o Desenvolvimento (FBOMS), neste primeira reunião houve uma discussão preliminar sobre o papel de cada parte no Fundo. Segundo o decreto de criação, o BNDS será o administrador e coordenador das captações de doações e o Comitê...
A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou nesta semana um programa que pode ser a base para um sistema em que os países ricos pagariam aos países pobres para diminuir as mudanças climáticas através da proteção e plantação de florestas. O novo programa, chamado Redução de Emissões do Desmatamento e Degradação de Florestas, ou UN-REDD, beneficiará nove países em desenvolvimento, incluindo Bolívia, Indonésia e Zâmbia, no estabelecimento de sistemas de monitoramento, avaliação e relatórios sobre a cobertura florestal. Segundo notícia divulgada pela agência Reuters, há uma pressão de países tropicais para que o REDD seja incluído no acordo que sucederá o Protocolo de Quito, a partir de 2012. A idéia é que os países tropicais possam gerar créditos de carbono pela preservação e plantação de árvores. Conforme estimativas da ONU, a Indonésia, por exemplo, tem potencial para de gerar créditos no valor de 1 bilhão de dólares por ano se a sua taxa de desmatamento for reduzida para 1 milhão de hectares por ano. Presumivelmente, os países ricos poderiam comprar os créditos para cumprir os seus próprios limites de emissão, de...
O primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg, formalizou terça-feira (16/9), em solenidade no Palácio do Planalto, a primeira doação para o Fundo de Preservação e Conservação da Amazônia, criado para captar recursos nos mercados interno e internacional e aplicá-los em programas de desenvolvimento sustentável, em pesquisa e inovação tecnológica e na conservação da biodiversidade da Região. O governo norueguês anunciou que suas doações devem totalizar US$ 1 bilhão até 2015, condicionadas a diminuição do desmatamento na Amazônia. O primeiro aporte foi de US$ 20 milhões e ao longo dos próximos doze meses está garantido o depósito de mais US$ 120 milhões, somando US$ 140 milhões no primeiro ano do Fundo. A idéia do Fundo foi lançada pelo Ministério do Meio Ambiente brasileiro há um ano, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas realizada em Bali. Ele foi apresentado como alternativa para conservação da cobertura florestal remanescente em todo o mundo. O Fundo é privado e seus recursos estão isentos de impostos. As diretrizes e prioridades pela aplicação dos recursos do Fundo serão definidas em outubro pelo Comitê Orientador,...
O Programa de Pequenos Projetos Ecossociais (PPP-ECOS) destinará cerca de um milhão de dólares para projetos de uso sustentável da biodiversidade e fortalecimento de comunidades tradicionais no Cerrado. Quilombolas, índios, extrativistas e ribeirinhos podem ser beneficiados pela iniciativa, cujos recursos serão doados a organizações civis, sem fins lucrativos, escolhidas por meio do edital divulgado esta semana pelo Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN). O prazo final para o envio das propostas é o dia 13 de outubro deste ano. O edital está disponível em www.ispn.org.br. Cada entidade poderá concorrer a projetos de até 35 mil dólares para iniciativas inéditas. Serão contemplados projetos no bioma Cerrado e nas áreas de transição para Caatinga, Amazônia, Mata Atlântica e Pantanal. As organizações que já possuem experiência ou projetos com resultados e impactos positivos comprovados e que possam ampliar a escala de sua atuação poderão pleitear até 50 mil dólares. A escolha dos projetos se dará por meio de um comitê gestor nacional com representantes de órgãos governamentais, organismos internacionais, organizações da sociedade civil e universidades. O PPP-ECOS existe no Brasil há 14 anos e é...
Estava marcado para hoje (1/8) o lançamento do Fundo Amazônia, que funcionará com doações voluntárias destinadas a financiamentos de ações que possam contribuir para a prevenção, o monitoramento e o combate ao desmatamento da floresta, além de promover a conservação e o uso sustentável do bioma amazônico. O novo Fundo ficará subordinado ao BNDE, e não ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), seu idealizador. A escolha dos destinatários será feita pelo banco oficial. Até o momento, foi acertada a doação de US$ 100 milhões pela Noruega, segundo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, mas o BNDES estima em US$ 1 bilhão o "potencial de contribuições" nacionais e estrangeiras no primeiro ano de vigência. Também nesta sexta-feira, o governo enviaria ao Congresso Nacional um projeto para mudar a Lei do Petróleo, com o objetivo de garantir uma fonte segura de recursos para o Plano Nacional de Combate às Mudanças Climáticas. A proposta prevê o uso de até 60% dos repasses ao MMA do fundo de participação da exploração de petróleo, depositado pelas empresas do setor tesouro como seguro contra vazamentos de navios ou de oleodutos. Como esses acidentes são raros, na prática, quase todo o...
Esta semana, em Manaus, será lançado o Centro Internacional Terramérica, uma entidade baseada na experiência de 13 anos do Projeto Terramérica, que vai apoiar projetos de pesquisa em meio ambiente sob o viés da ciência e da comunicação. O lançamento será durante o seminário “Mudança Clima´tica, crise energética e alimentar: desafios ao desenvolvimento sustentável”, que acontece entre 31 de julho e 1º de agosto, no Auditório da Suframa (Av. Ministro Mário Andreazza, 1424 - Distrito Industrial, Manaus/AM). O Terramérica foi criado em 1995 através de uma parceria entre o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e a agência internacional Inter Press Service (IPS), que utilizou sua estrutura na região para ampliar a cobertura jornalística sobre meio ambiente. No Brasil, o projeto recebeu o apoio da Envolverde, que passou a realizar a edição em português e oferecer os conteúdos do Terramérica para os jornais brasileiros. A programação do evento está em:...
Um novo sistema de monitoramento por satélite, que irá colaborar para a proteção ambiental na Bacia do Congo, na África, está entre as iniciativas anunciadas neste mês de junho, em Londres, pelo primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, ao lançar um fundo destinado a financiar projetos voltados para enfrentar as mudanças climáticas e o desmatamento na segunda maior floresta tropical do mundo. O Reino Unido prometeu um adicional de 8 milhões de libras esterlinas para impulsionar os 50 milhões de libras já concedidos para projetos de prevenção ao desmatamento na África Central. O governo da Noruega também prometeu outros 50 milhões de libras para o Fundo Florestal da Bacia do Congo (Congo Basin Forest Fund). Os recursos irão para um sistema de monitoramento cujas imagens serão direcionadas diretamente para a África Central. Ao mesmo tempo, o governo britânico irá ajudar a população local a mapear e conhecer melhor a floresta. “Preservar nossas florestas é vital se quisermos reduzir as emissões globais e enfrentar as mudanças climáticas. Espero ansiosamente trabalhar com líderes e grupos na região do Congo e no restante do mundo para preservar estas florestas e manter o modo de vida de suas populações”, disse Brown. Segundo Jens...
O Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) assinou um contrato financiado pela Fundação Gordon e Betty Moore para desenvolver, testar, e implementar um sistema de monitoramento (que inclui uma base de dados e outras ferramentas de análise) para acompanhar informações sobre investimentos públicos e privados na região andino-amazônica. O Sistema de Investimentos em Conservação da Biodiversidade ajudará aos fundos ambientais, doadores, agências de governo, ONGs e outros grupos de interesse da comunidade ambiental a identificarem as lacunas e as necessidades de investimentos, melhorando assim a alocação e coordenação de novos recursos para a conservação da região. A iniciativa, que receberá um aporte de 618.534 dólares da Fundação Moore, é uma parceria entre dez fundos ambientais da América Latina que apóiam projetos na região andino-amazônica, e que fazem parte da RedLAC (Rede de Fundos Ambientais da América Latina e do Caribe). Estes fundos proverão informações e, juntamente com o Funbio, serão responsáveis pela articulação e envolvimento dos demais atores detentores de informações ambientais em seus países, como ongs e governos, entre outros.Concebido pela RedLAC, o sistema será elaborado para...