Um estudo publicado em 2006 por Alicia Rolla, do Instituto Socioambiental (ISA) e outros cientistas na revista "Conservation Biology", liderado pelo ecólogo Daniel Nepstad, da Universidade Federal do Pará, mostrou que as terras dos índios são "hoje a
maior barreira contra o desmatamento na Amazônia". Citado em matéria publicada em 4 de maio no jornal Folha de S. Paulo, o estudo aponta o papel dos índios de frear a expansão das atividades predatórias na Amazônia, papel este ainda maior que o dos parques nacionais.
O grupo mediu o desmatamento dentro e fora de 121 terras indígenas, 15
parques nacionais, 10 reservas extrativistas e 18 florestas nacionais.
Descobriu que o corte raso fora de parques e áreas indígenas era 20 vezes
maior que dentro dessas reservas, mas com uma diferença: os parques estão
geralmente fora do alcance da agropecuária e as terras indígenas, não.
Muitas vezes elas são cortadas por estradas ou linhas de transmissão de
energia.
A proteção ocorre por dois motivos principais: primeiro, uma vez demarcadas,
tanto unidades de conservação quanto terras indígenas "saem do mercado", ou
seja, tornam-se arriscadas demais para a grilagem, porque ganham limites
geográficos facilmente verificáveis e um dono - a União.
VEJA TAMBÉM: Terras indígenas evitam desmatamento na fronteira