Postado em 01-12-2009 às 18:11
Negócio da China?
Osvaldo Stella, IPAM
O efeito COP 15 desencadeou uma avalanche de propostas de metas. A falta de um padrão na definição destas torna difícil a comparação entre elas e, mais do que isso, entender se efetivamente estas metas são suficientes para manter a integridade do clima global.
O exemplo mais recente foi a meta apresentada pela China, baseada no conceito de intensidade de carbono do PIB. Por esta abordagem, em primeiro lugar é calculada a intensidade de carbono do PIB do país em um determinado ano, dividindo-se todas as emissões de GEE pelo PIB do país. Se fizermos esta conta para a China no ano de 2005 a intensidade do PIB seria de 3,18 Kg de CO2/US$, com a meta de redução de 40%, esta intensidade seria de 1,91 Kg de CO2/US$ em 2020, porém se o PIB Chinês crescer a uma taxa de 7% ao ano mesmo com a baixa intensidade do PIB, as emissões totais do pais vão quase que dobrar em relação a 2005. Neste cenário, a China sozinha responderia por quase 80% do total de emissões esperados para todo o planeta. Com essas metas, a mudança climática não é um negócio da China.
- Autor: Osvaldo Stella
- Assuntos: COP 15

