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23 de Outubro de 2009

REDD foi tema de oficina da Coiab

Ricardo Rettmann, IPAM

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Organizada pela Confederação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), com apoio técnico do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), a “II Oficina para fortalecer os conhecimentos sobre mudanças climáticas e REDD para lideranças da regional COIAB do Acre, sul do Amazonas e noroeste de Rondônia” aconteceu entre os dias 14 e 15 de outubro, no Departamento de Antropologia da Universidade Federal do Acre (UFAC). O objetivo da oficina foi fortalecer os povos indígenas da região no debate sobre mudanças climáticas e aquecimento global e como as florestas serão incluídas nas negociações que envolvem principalmente o tema de Reduções de Emissões por Desmatamento e Degradação florestal (REDD).

Segundo os organizadores, este é um momento crucial para a capacitação e a definição das posições dos povos indígenas e comunidades tradicionais sobre REDD, já que estarão diretamente envolvidos nas ações que serão realizadas para a manutenção das florestas tropicais e seus estoques de carbono. Assim,  estes povos devem estar inteirados nos termos técnicos do debate, enquanto os governos e a sociedade civil têm a obrigação de repassar o conhecimento para estes povos, que historicamente são os guardiões das florestas em pé.

A oficina contou com a participação de aproximadamente 60 indígenas, de sete etnia, apesar das fortes chuvas amazônicas, que impediram cerca de 70 participantes de chegar à capital do Acre, devido à péssima condição das estradas.

As palestras foram proferidas por especialistas do governo estadual do Acre, que apresentaram, entre outros temas, a proposta de redução de desmatamento que está sendo construída pelo governo estadual, representantes da própria Coiab, do WWF, que explicou as mudanças climáticas, e o IPAM, que mediou o encontro e deu ênfase ao debate internacional e nacional sobre o tema e como os governos e diferentes grupos têm reagido frente a estas questões.

Ao final, os participantes foram divididos em grupos, para começar a construir como poderia se dar a participação dentro do novo contexto climático, que passa a valorizar cada vez mais a floresta em pé, pensando principalmente no Fundo Amazônia e nas negociações que acontecerão ainda este ano em Copenhague, Dinamarca, durante o evento da ONU chamado COP 15.