Clima e Floresta
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Cenários pós-Quioto: o papel das lideranças
Embora os princípios estabelecidos na ordem ambiental tenham se cumprido com o Protocolo de Quito e devam continuar no próximo acordo, a efetividade dos resultados vai depender de como serão exercidas as lideranças mundiais, através dos atuais líderes – União Européia, com o Reino Unido, Alemanha e Holanda à frente, e Japão – e também com a “liderança potencial”, ou seja, países com condições de estar no bloco da frente, mas não tem exercido essa potencialidade, como Estados Unidos, Brasília, Índia, China e Austrália. Essa é a conclusão do trabalho “O Protocolo de Quioto e a Ordem Ambiental Internacional: Cenários para 2012”, trabalho de graduação interdisciplinar (TGI) do geógrafo Daniel Salles, do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP), com apoio da Fapesp.
Segundo o estudo, em um cenário otimista (com as metas de Quioto cumpridas), além dos países do anexo I (com Turquia e Biolo-Rússia tendo metas), seria necessário o engajamento de Brasil, Índia e China. Em um cenário pessimista, sem as metas de Quioto e sem os Estados Unidos (o que é praticamente certo), outros países também teriam que ser incluídos, como Coréia do Sul, Argentina, África do Sul, México e Irã. Para Salles, a liderança do Brasil não é exercida pela resistência do país em assumir grandes questões, como metas para a diminuição do desmatamento.



