/ Outubro de 2008



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Agricultura no MT 2: Futuro quente


O futuro será de calor e essa é uma das poucas certezas que os modelos climáticos do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), podem prever. A diminuição das chuvas no Mato Grosso já não é tão certa assim. Os índices apresentados pelo pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Antonio Manzi, em sua palestra no seminário em Cuiabá, apontam para um aumento de 3,5 a 7,5 graus celsius no Estado até o ano de 2100. Mas na análise da quantidade de chuva, as previsões dependem de modelos climáticos usados para fazer a previsão.

“Os modelos do Hadley Center em sua versão 3 apontam para perdas de até 20% nas chuvas do Estado, mas o modelo CCCSM3 aponta um aumento de chuvas entre 5% e 10%”, conta o pesquisador que é membro do IPCC. Ele disse que ainda há muita incerteza nas previsões, porém os estudos são fundamentais para entender os cenários locais uma vez que os modelos produzidos até agora fazem apenas uma análise global das mudanças climáticas.




EXPEDIENTE

Clima em Revista, n° 7, Outubro de 2008

Clima em Revista é uma publicação mensal on-line do Instituto de Pesquisas da Amazônia (IPAM)

Edição e reportagens: Maura Campanili

Design e Produção: Plano Digital

Apoio: Embaixada do Reino Unido