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Um estudo do The Woods Hole Research Center, dos Estados Unidos, mostra que o papel do desmatamento nas mudanças climáticas é uma forte justificativa para sua inclusão no tratado de clima das Nações Unidas e sugere a criação de um mecanismo que inclua três fundos que incorporem governo, proprietários de áreas florestais e povos da florestas para o financiamento da redução do desmatamento e da degradação florestal (REDD).
Segundo o trabalho, assinado pelos pesquisadores T. Johns, F. Merry, D. Nepstad, N. Laporte e S. Goetz, para ter êxito, um plano para diminuir o desmatamento nos países em desenvolvimento deve incluir os principais atores envolvidos e proporcionar incentivos para as populações que vivem na floresta possam continuar a proteger os remanescentes de carbono estocados na mata. Porém, como cada país florestal possui diferentes arranjos de terras florestais públicas e privadas, as políticas da Convenção do Clima devem ser suficientemente flexíveis para permitir aos países desenvolver programas de REDD adaptados às suas realidades. Ao mesmo tempo, deve haver uma estrutura básica de REDD que possa ser aplicada a todos os países como um marco dentro do qual podem construir os seus próprios programas nacionais.
O artigo propõe um modelo que incorpora os três principais atores do desmatamento e da proteção florestal nas regiões tropicais: o governo, os proprietários privados e as populações tradicionais, incluindo os povos indígenas. Esses fundos e as atividades apoiadas por eles, conforme o estudo, serão mais efetivos se combinarem mecanismos de mercado e outras formas de incentivos. Sugerem a criação de três fundos, um governamental, um público e outro privado, que seriam implementados conforme a realidade de cada país.
Veja o estudo na Biblioteca do Clima e Desmatamento
Clima em Revista, n° 8, Novembro de 2008
Clima em Revista é uma publicação mensal on-line do Instituto de Pesquisas da Amazônia (IPAM)
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