Sobre o IPAM

O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) é uma organização ambiental não-governamental fundada em 1995 com a missão de contribuir para um processo de desenvolvimento da Amazônia que atenda às aspirações sociais e econômicas da população e, ao mesmo tempo, mantenha a integridade funcional dos ecossistemas da região. Para tanto, tem como objetivo determinar as conseqüências ecológicas, econômicas e sociais do desenvolvimento na região.

floresta

As ações do IPAM são norteadas pela compreensão de que só é possível mudar a trajetória atual de ocupação da Amazônia se, simultaneamente, conseguir alertar a população sobre essas conseqüências, mostrar as alternativas de manejo que conservam os recursos naturais, formar profissionais para gerenciar o processo de ocupação e promover políticas públicas. Para tanto, o IPAM tem atuado por meio da execução de programas de pesquisa científica e tecnológica, promoção de formas de desenvolvimento da Amazônia ecológica, econômica e socialmente sustentáveis, e formação de cientistas, educadores e extensionistas.

As ações do IPAM estão concentradas no manejo de recursos pesqueiros, na gestão integrada de pequenas propriedades, no planejamento regional, na modelagem de cenários panamazônicos e regionais e em pesquisa sobre ecologia florestal. Tais ações estão estruturadas em seis grandes programas:

1) Biodiversidade: Avalia o papel das áreas protegidas e os impactos do uso da terra na conservação da biodiversidade da Amazônia como o desmatamento, o fogo, a exploração madeireira e a agropecuária. O objetivo é elaborar modelos baseados em diferentes cenários de desenvolvimento, que avaliem a perda futura da diversidade de espécies, assim como propor mecanismos que contribuam para o uso e conservação da biodiversidade.

2) Cenários para a Amazônia: Envolve instituições de pesquisas e movimentos sociais na construção de cenários de desenvolvimento e desmatamento para a Bacia Amazônica utilizando-se de modelos matemáticos. Gera modelos para a região sobre o impacto futuro de políticas atuais e potenciais de desenvolvimento e conservação, previstas para a região através da projeção de mudança no uso da terra e sua inter-relação com as mudanças no clima, na vegetação, nas atividades econômicas e na biodiversidade.

3) Florestas e comunidade: O principal objetivo é analisar, desenvolver e disseminar práticas de manejo sustentável de recursos naturais em colaboração com produtores e produtoras familiares rurais da Amazônia.

4) Manejo de Várzea: Desenvolve sistemas de manejo participativo dos recursos naturais da várzea do Rio Amazonas como resposta à intensificação da pesca comercial e à expansão da pecuária extensiva. As iniciativas envolvem estudos de ecologia e manejo dos lagos, educação ambiental, extensão agrícola, recuperação de ambientes de várzea e fortalecimento das instituições locais para a gestão participativa dos lagos de várzea e campos naturais.

5) Mudança Climática: Mantém atividades de educação e informação sobre mudança climática global e sobre os acordos internacionais da Convenção do Clima. O aquecimento do planeta é tratado pela ótica das emissões de gases de efeito estufa oriundas do desmatamento tropical, especialmente o amazônico. Nesse sentido, busca contribuir com o debate internacional e na busca por alternativas que incluam o desmatamento tropical nas negociações da Convenção do Clima da ONU e de mecanismos que compensem os países em desenvolvimento pelos seus esforços em reduzir o desmatamento em seus territórios.

6) Planejamento Regional: Busca a construção de uma plataforma de desenvolvimento regional participativo que tenha como meta uma paisagem ecologicamente equilibrada, economias sustentáveis e diversificadas e equidade social. Tem enfoque no planejamento participativo ao longo das rodovias BR-163 (Cuiabá- Santarém), Transoceânica e Transamazônica e Bacia do Xingu. 

Esses programas resultaram em quase 300 publicações, entre artigos em revistas científicas, livros, capítulos de livros e publicações em congressos, seminários e cartilhas educativas que podem ser acessados na página eletrônica do IPAM. Além das publicações, o Instituto também promoveu inúmeros eventos de médio e grande portes voltados para discussão e disseminação de dados. 

Com sede em Belém (PA) e com escritórios de apoio em Santarém, Itaituba, Altamira, Canarãna (MT) e Brasília (DF), o IPAM tem em seu quadro mais de cem funcionários, entre eles pesquisadores, educadores e técnicos, comprometidos em gerar informações científicas ou em disseminar informações e experiências inovadoras na área de manejo dos recursos naturais. Além de seus funcionários o IPAM conta com parceiros, pesquisadores associados e colaboradores, que contribuem para a ampliação de suas ações e com um Conselho atuante, formado por pessoas envolvidas com as questões ambientais, responsáveis pelas diretrizes políticas do Instituto. Para a realização de seus objetivos, conta com o apoio financeiro de fundos governamentais nacionais e internacionais e de fundações privadas.


Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia

SAIBA MAIS: www.ipam.org.br

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